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Partidos políticos já se movimentam em Nova Andradina

Possível cassação de Gilberto Garcia e Nenão nutre expectativa de opositores e até de aliados
*Da Redação / Imagens: Luis Gustavo/Jornal da Nova
24/02/2017 12h59
Gilberto Garcia disse em coletiva nesta quinta-feira (23), que confia na Justiça e que vai ter guerra nos tribunais / Imagens: Luis Gustavo/Jornal da Nova

A possível cassação do prefeito de Nova Andradina, Gilberto Garcia (PR), e seu vice Nenão (PMDB), já movimenta os partidos políticos do município. Em primeira instância, a Justiça já se decidiu favoravelmente à perda do mandato e à inelegibilidade da dupla pelos próximos oito anos, mas eles irão recorrer da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que deverá se manifestar em até 120 dias. 

 

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Caso a sentença se mantenha em segunda instância, a previsão é que Gilberto e Nenão sejam afastados imediatamente e que novas eleições sejam realizadas. A possibilidade nutre expectativas de opositores e, até mesmo, de aliados que articulam, diante de uma eventual cassação, um plano B para tentar manter o grupo no comando do Executivo municipal.

 

Caso isso ocorra, um dos nomes cotados para representar Gilberto e Nenão, que estariam inelegíveis por oito anos, é o do ex-vice-prefeito Milton Sena (PDT). Contudo, pessoas ligadas à atual gestão ainda acreditam que prefeito e vice conseguirão reverter a sentença no TRE, mas, ainda assim, avaliam os cenários possíveis. O Jornal da Nova tentou contato com Milton Sena, mas não obteve retorno. 

 

Já o PT, que em 2016 disputou a prefeitura com Edilson do Gás, assegurou que estará na disputa caso novas eleições sejam convocadas. “O PT sempre disputou as eleições municipais e não ficaria de fora caso a cassação se concretize e novas eleições sejam convocadas”, afirmou o presidente do Partido dos Trabalhadores em Nova Andradina, Luiz Tadao, mas sem citar potenciais pré-candidatos.   

 

Nesse cenário, até o resultado das novas eleições, o presidente da Câmara, vereador Marião da Saúde (PR), é quem exerceria a função de prefeito. Mais que isso, o republicano surge como um candidato natural ao comando da Prefeitura de Nova Andradina agregando, inclusive, apoiadores de Gilberto Garcia e do ex-prefeito Roberto Hashioka (PSDB), que não deverá disputar a eleição extemporânea. 

 

Entre as siglas que despontam com eventuais candidaturas próprias está o DEM, com o vereador Sandro Hoici, e o PROS, que em 2016 foi para a disputa com o empresário Claudinei Magrelo Brambila. Ao Jornal da Nova, o Democratas confirmou a tese de candidatura própria, mas também avalia possíveis composições. Já o PROS deve colocar o bloco na rua novamente. Mario Xavier, último colocado das eleições 2016 pelo PHS, não foi localizado.

 

O PSDB, que no último pleito ficou em segundo lugar, vislumbra lançar o ex-candidato a vice, Leandro Fedossi, mas, desta vez, como cabeça de chapa. Nos bastidores, depois de polarizar o eleitorado, comenta-se de uma dobradinha entre tucanos e republicanos, compondo, em uma mesma chapa, Leandro Fedossi e Marião da Saúde. Resta saber quem seria o candidato a prefeito e a vice.

 

O PSD, que apoiou Hashioka, também avalia o possível quadro, mas tende a apoiar uma eventual candidatura de Marião da Saúde. O PPS, por sua vez, afirmou que caso uma nova eleição seja convocada, aguardará o contato de outras legendas para apresentar as propostas aos filiados, que decidirão pelo apoio ou não. Outros partidos a reportagem não teve contato. *Jornal da Nova






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